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9 de julho de 2017

Melhores séries de 2017 (até agora)



O Inverno já está quase aí, mas 2017 já nos deu tantas séries maravilhosas e imperdíveis que resolvi listá-las já, antes do final do ano (época das tradicionais listas de melhores e piores do ano)!!!! Confere ai!



The Leftovers – A série intrigante e audaciosa de Damon Lindelof (Lost), cuja premissa se baseia na partida repentina de 2% da população, chegou ao fim e, sim, todas as respostas foram dadas. A forma como se esclarece o principal mistério da série é inteligente e ousada, causando no espectador emoções díspares. Com 3 temporadas, cada uma delas com atmosfera distinta, mas sempre com a história do Arrebatamento de fundo, The Leftovers (HBO) tinha como trunfo os fortes dramas e seus respectivos personagens, como Kevin (Justin Theroux) e Nora (Carrie Coon), não por acaso, o último episódio centrado nos dois representa o ápice da jornada vivida por ambos, e como tal, não poderia ser mais emocionante, mas com um toque de desconcerto.


Big Little Liars – Também da HBO, esta foi uma das surpresas do ano. Com um elenco feminino poderoso formado por Nicole Kidman, Reese Whiterspoon, Shailene Woodley e Laura Dern e direção dos sete episódios por Jean-Marc Vallée (Clube de Compras Dallas), a minissérie mistura trama de mistério envolvendo um assassinato com dramas que abarcam desde violência doméstica e casos extraconjugais até confusões escolares com os filhos das “perfeitas” mulheres da pacata cidade de Monterey.


The Handmaid´s Tale – Provavelmente a série mais incômoda e chocante do ano. É inevitável não nos revoltarmos com o mundo opressivo e violento no qual vive Offred (Elisabeth Moss, prêmios para ela), uma Aia encarregada de prover filhos para seus patrões. A redução do papel da mulher a ser reprodutor ou apenas de objetificação, preconceito contra homossexuais, governo autoritário que usa de religião para cometer assassinatos e repreensões são algumas das questões abordadas na série, que já aviso, não é destinada a qualquer um. 


Cara Gente Branca – Com muito humor e sarcasmo, mas sem perder de vista o principal objeto de discussão da série: o preconceito racial e a forma como ele é tratado na sociedade, esta série da Netflix põe o dedo na ferida, contorce e afunda mais o dedo sem dó alguma. A questão aqui é apresentada explicitamente. Chega de subliminaridades. São 10 rápidos e deliciosos episódios discutindo questões sérias e tantas formas de racismo que, quer queira ou não, estão enraizadas na sociedade. Cara Gente Branca é um tapa na cara, um despertar para a autorreflexão, a empatia, o respeito. Uma série obrigatória em tempos atuais.


4 de junho de 2017

Mulher-Maravilha


Sinto muito pelas pessoas, no Líbano, que não poderão apreciar a estreia bem-sucedida e espetacular da Mulher-Maravilha no cinema, por conta de um grupo que está boicotando o longa por uma razão que, particularmente, não considero justificável: Gal Gadot já integrou o exército israelense (algo que é obrigatório lá, homens e mulheres servem ao exército após o período escolar), cujo país está há anos em conflito com o Líbano. Mulher-Maravilha (Wonder Woman, 2017) é o filme de heroína que a DC, o cinema, o mundo estava precisando. É o melhor filme da DC desde O Homem de Aço (2013) – apesar dos exageros, considero a obra de Zack Snyder um filmaço, tão grandioso quanto o próprio herói. 

Gal Gadot, uma atriz quase desconhecida, fez um papel pequeno na franquia Velozes e Furiosos, calou a boca de muita gente no ano passado – que criticou a escolha dela para o papel da heroína – quando ela, vestida já como Mulher-Maravilha, roubou os holofotes de seus companheiros heróis em Batman Vs Superman. Desde então, as expectativas aumentaram e felizmente elas foram correspondidas. A Diana de Gadot é encantadora, meiga e uma guerreira destemida quando o momento exige.

20 de maio de 2017

Garotos (Jongens)



Garotos (Jongens, Boys, 2014) conta a história da descoberta do amor entre dois garotos. Poderia parar aqui, essa linha já resume bem o filme, mas esse longa holandês tem algumas particularidades que o distingui de muitas obras que tratam de relação entre pessoas do mesmo sexo, então, escreverei mais. Garotos se destaca das demais produções de temática LGBT, principalmente, por não carregar aquela sensação de tragédia iminente que acomete a maioria dos filmes (O Segredo de Brokeback Mountain, Queda Livre, Além da Fronteira). Garotos é um “feel good movie”, ou seja, nos deixa com uma sensação boa após o seu término.

Sieger (Gijs Blom), um garoto de 15 anos, é o protagonista. Ele se apaixona pelo colega do time de atletismo Marc (Ko Zandvliet). O jeito autoconfiante e imprevisível de Marc são algumas das razões pelo qual Sieger começa a desenvolver sentimentos, até então desconhecidos, mais fortes e complexos por ele.



13 de maio de 2017

Alien: Covenant


Há cinco anos Ridley Scott retomava a franquia Alien com Prometheus, uma obra indigesta e confusa, ninguém “abraçou” o teor existencialista da ficção que apresenta apenas ameaças e promessas (não cumpridas). Agora, em Alien: Covenant (2017), Scott faz o oposto e literalmente “toca o terror” em um filme visceral e sangrento.

Alien: Covenant não é melhor ou tão bom quanto o original de 1979 (a crítica especializada é muito ingênua ao esperar isso), na verdade, não precisa ser, o mais importante é que Covenant é muito superior a Prometheus. E isso já basta.

24 de abril de 2017

Vida (Life) – Um suspense sci-fi imperdível e inesperado



Você bem sabe que, conforme Charles Darwin e sua teoria da seleção natural, os seres mais bem adaptados ao meio em que vivem possuem mais chances de sobrevivência em relação aos organismos menos preparados à adaptação. Bem, tendo como base esse conceito e a nova obra de Daniel Espinosa, a raça humana corre sérios riscos de extinção. Em Vida (Life, 2017), novo filme do diretor, duas formas de vida distintas travam uma guerra violenta pela sobrevivência. Quem ganha essa batalha? Bem, você terá de descobrir assistindo a este que já é um dos melhores filmes do ano que ninguém estava esperando e que quase ninguém vai ver.

Jake Gyllenhaal, Ryan Reynolds e Rebecca Ferguson estrelam esse suspense espacial que tem nome de drama existencial de Terrence Malick, mas se aproxima mais de um Alien dos antigos ou de uma ficção científica dos anos 80. Das boas. O título “Vida” pode parecer romântico, mas faz todo o sentido quando se assiste ao filme. Vida trata de um paradoxo sobre a vida, a obra expõe de forma bem clara a dualidade a respeito da vida, de um lado há a forma de vida que precisa aniquilar a outra para continuar o seu desenvolvimento natural, de outro, há a que tenta a todo custo manter a sua hegemonia, ou seja, sobreviver.

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