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14 de janeiro de 2017

La La Land – Cantando Estações


O clássico e o moderno convivem harmoniosamente em La La Land – Cantando Estações (La La Land, 2016), uma obra musical encantadora que faz uma ode ao cinema para contar a história de dois jovens em busca de seus sonhos. Esse é o segundo filme de Damien Chazelle, o primeiro foi o igualmente elogiado Whiplash.

La La Land e Whiplash podem ser distintos em muitos aspectos, mas pode-se aferir em ambos a paixão e o carinho com o qual a música, principalmente o Jazz, é retratada por Chazelle. Na trama, Mia (Emma Stone) e Sebastian (Ryan Gosling) vivem respectivamente uma atendente aspirante a atriz e um pianista de jazz que se apaixonam e tentam, juntos, correr atrás de seus sonhos em uma Los Angeles romântica, boêmia, colorida, hollywoodiana. Eles cantam, dançam, sapateiam, fazem graça – a cena em que o personagem de Gosling toca “I Ran” é hilária – e nos encantam. Vale lembrar que essa é a terceira parceria de Stone e Gosling, antes eles fizeram par romântico em Amor a Toda Prova e em Caça aos Gângsteres.



O filme abre com uma impressionante sequência musical em uma rodovia com carros parados, na qual pessoas saem dos veículos e começam a dançar e a cantar sobre as expectativas de vida em Los Angeles, lugar onde pretendem encontrar fama e sucesso. Esse número musical é grandioso e audacioso, o que pode dar a impressão de que o filme será recheado de números musicais longos, mas Chazelle nos surpreende e usa as partes musicais de forma breve, sem exageros, com delicadeza e emoção. Dessa forma, La La Land amplia o seu público-alvo, e deve agradar não apenas os amantes do gênero, mas também aqueles que não possuem tanta intimidade com musicais.

Apesar de não terem a voz “perfeita”, Emma Stone e Ryan Gosling não decepcionam, as canções não “exigem” muito dos atores vocalmente, quer dizer, elas são diferentes do tipo que se vê (ouve) em Dreamgirls por exemplo, e quanto a isso Chazelle foi honesto, no entanto, é notável o esforço de Stone no canto e de Gosling tocando piano. Falando em canções, “City of Stars” é dessas composições que te toca de um jeito que você sai do cinema cantarolando...


La La Land reverencia Hollywood a todo instante, homenageia clássicos como Dançando na Chuva e Juventude Transviada e referencia programas recentes como The O.C., aqui mais um artifício de Chazelle para cativar as novas gerações.

Por fim, estamos diante de uma obra-prima musical que me pegou de surpresa e me encantou subitamente. La La Land é mágico, visualmente belo e impecável, desde a direção de arte às canções, evoca saudosismo e amor pela arte e nos emociona pelos olhos e pelos ouvidos. Chazelle se superou como cineasta e este é apenas o seu segundo filme.

Um comentário:

  1. Fiquei impressionado! O filme é marcante e belo demais!
    Gostei demais, um dos filmes mais bonitos que vi!

    abraço!

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